quarta-feira, 21 de maio de 2025

 Escrevo essa poesia

Sob o poder da hipocrisia
A história que será contada
Pelos ventos será apagada
Levada
Para a inexistência
Sinto um agudo arrepio
Faz 30 graus mas sinto frio
E
Enquanto engulo esse café
Horrível, frio, tão fraco e sem gosto
Nasce uma prosa sem fé
E mais uma estrofe de puro desgosto
Foi ele quem me ensinou
Não posso dizer que sinto saudade
Na verdade
Fui eu quem o deixou
O Cisne Branco que ele cantava
E Naquela Mesa, que tá faltando ele
Enfim
Nessa história, botei um fim
Aos poucos, eu fui partindo
E isso que importa
Um militar sorrindo
E uma jornalista morta.
Mas, o que é jornalista?
Escrever para grande revista?
Bajular um bando de pseudo artista?
Ou é só una formação
Como outra qualquer
Futilidade e distração
Escrever sem saber.
Nada nunca me fez tão mal
Quanto abrir os olhos de manhã
E que merda de vida
Mal vivida
Assistindo meu funeral
Meu cadáver ainda respira
Eu quero gritar
Eu quero espernear
Arrancar os cabelos do meu couro
Tome
Fique com esta merda de tesouro
Eu não ligo
Não quero a sua grana
Me escute que eu te explico
Quer saber... deixa pra lá
Deus
O Senhor se importa com os filhos teus?
Está vendo tudo isso?
Ou é submisso?
Omisso?
Cúmplice de um plano maquiavélico
Implantando milênios antes deu nascer
Senhor,
Tu és capaz de sentir?
Agonia
Todo dia
Desespero
Esse grito de medo
Meu coração palpita tão forte
Tão depressa, aparece a morte
Com um sorriso de deboche pra mim
Perdoe-me, pois eu pequei
Mas retiro o meu pedido
Não me sinto arrependida
Se eu pudesse retroceder
Sei que muito pior iria fazer
Eu chamei o teu nome
E tanto te pedi
Que me guiasse
Mas, principalmente...
Que estivesse aqui
Do nosso lado
Mas agora eu sei
Que nem mesmo a tua lei
Nem a lei do mundo
Irá nos redimir
De nosso destino imundo
No sofrimento coletivo
Assombroso em toda Terra
Uma coisa eu aprendi:
Ninguém é digno de ser chamado de amigo
Nasça, trabalhe e depois alguém te enterra.
Não vou falar de amor
Por que? Porque é pura utopia
Os músicos que gostam disso
Falam um monte de mentira
E misturam com uma chata melodia
Que tédio!
Muitos me perguntam
Porque Não quero namorar
Ou casar
Ou procriar
Que piada!
As pessoas amam saber coisas alheias
Por que me submeteria a um relacionamento que preciso fingir amar alguém?
Estou bem
Sem ninguém
Jamais procriarei
Imagina dar de presente
A um ser puro e inocente
A desgraça da vida
Essa maldita
Milagre reverso
Não!
Eles estão bem onde estão
E sabe o que mais?
Eu também queria ter podido escolher
Se queria ou não nascer.
Certamente, jamais viria para aqui
Assim como muitos que conheci.
Porque sabemos
Que não temos valor
Sabemos também
Que não existe amor
Ninguém irá chorar
Só deite-se nessa caixa de madeira
E deixe-os te levar

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